Oficina de Fanzine de Anna K – CUCA Che Guevara – Fortaleza CE

Estivemos em Vitória – ES, nos dias 4, 5 e 6 de dezembro de 2009, para representar o Ponto de Cultura ArtEstação no Fórum de Mídia Livre na UFES.

No evento conhecemos Joana Darc Dutra, assessora de Comunicação Popular da Prefeitura Municipal de Fortaleza /CE, que nos apresentou as ações do CUCA – Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte.

Joana Dutra apresentando as ações do Núcleo de Comunicação Popular do Cuca Che Guevara no Fórum de Mídia Livre, em dezembro de 2009, no ES.

Joana também nos presenteou com um pacote de zines, desenvolvidos na Oficina de Fanzine, ministrada pela professora Anna K, no CUCA Che Guevara, trata-se de mais uma experiência em Comunicação Popular neste equipamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza.

Texto de LAW TISSOT

MAIS:
http://fanzinotecamutacao.blogspot.com/2010/02/oficina-de-fanzine-de-anna-k-cuca-che.html

Publicado por: retalhosdocuca | 21/01/2010

Para além do orkut

Para além do orkut

Oficina realizada em dois dias (quarta e sexta-feira, 13 e 15 de janeiro de 2010)

oferecida a 20 alunos, no horário de 14 às 16 horas no Laboratório de Informática I, no Cuca Che Guevara.


A proposta inicial é que seriam ofertadas oficinas de curta duração para que os alunos pudessem participar/conhecer/inteirarem-se das atividades do Cuca Che Guevara durante o período de férias escolares, no mês de janeiro de 2010.

O Núcleo de Comunicação Popular lançou a proposta de uma oficina onde fossem debatidas questões de ordem democrática, onde os alunos pudessem dialogar com eles mesmos e com o mundo afora. Pensamos então a oficina ‘Para além do orkut,’ onde o objetivo maior seria promover uma conversa em torno do universo vasto e rico que são as redes sociais, como surgiram, qual a finalidade, como utilizá-la de forma ética e com bom senso. A escolha do orkut deveu-se ao fato dessa ferramenta ter se tornado a rede social que mais acolhe brasileiros no mundo inteiro.

O debate fundamental seria no tocante ‘o que as comunidades dizem sobre você, compartilhamento de arquivos, informações, músicas, imagens e ideias, quem são e onde estão os seus amigos, a linguagem de internet, agrupamento de imagens [os álbuns], os depoimentos, o novo orkut e as outras possibilidades de esticar os fios invisíveis desse teia digital.’

Para nossa surpresa e alegria, alunos que já tinham participado de outras atividades do Núcleo de Comunicação Popular, como fanzine e jornal de bairro, retornaram – atendendo ao convite feito pela equipe de matrícula. Isso nos desafia a pensar que essas mesmas pessoas são potencialmente os jovens que farão a comunicação desse equipamento. É muito fácil notar estes são os alunos que facilmente irão se apossar dos espaços e cursos ofertados nessa área de comunicação.

Debatemos sobre o mau uso do orkut, falamos sobre as relações que eles e elas já estabeleceram no campo virtual e de algumas situações ímpares como o fato de terem surgido casos de amor além da web.

Discutimos sobre as comunidades, qual a finalidade delas, as afinidades declaradas, o que elas dizem sobre você, etc. Aprendemos (alguns não sabiam manusear o orkut) como se participa de uma comunidade, e para isso, criamos uma sobre o Cuca Che Guevara. Percebemos que haviam algumas outras com o mesmo nome e a conversa passou a girar em torno dos ‘fakes’, que são perfis falsos utilizados para manterem-se sob anonimato, na rede.

Eles foram estimulados a trocarem ideias com os demais, para isso utilizamos a ferramenta Fórum, nas comunidades. Formulamos uma pergunta, sobre ‘o que é rede social para você?’. Eles não só (de imediato) responderam, como instantaneamente foi criado um novo tópico (outra pergunta) sobre ‘o que vocês acham da professora anna k?‘, feita por uma das alunas, de livre e espontânea vontade. Só me dei conta quando o diálogo já estava na quinta atualização, ou seja, cinco pessoas já haviam comentado sobre o que achavam da professora.

Foi distribuído um material didático, lemos todos coletivamente. Depois observamos, “fuçamos” mesmo, o orkut um dos outros, apontando ‘melhorias’, a fim de que a vida de cada um e cada uma não fosse tão exposta.

A aula finalizou com alguns pedidos de ‘Professora, posso ficar um pouquinho mais aqui no computador?!’. Essas descobertas momentâneas, de uma forma ou de outra fazem diferença na vida tão cheia de potencial desse meninos e meninas.

Publicado por: retalhosdocuca | 09/12/2009

48 jornais do Projovem são lançados em Fortaleza

Processo educomunicativo mobiliza 60 escolas da cidade a produzirem mídia comunitária

Os jornais Projovem constituem uma ferramenta pedagógica que estimula o letramento e ao mesmo tempo apresentam-se como um veículo que possibilita ao jovem expressar-se, compartilhando um pouco de sua história de vida, seu senso estético, seu potencial literário, alem de ser um veículo que traz uma síntese das atividades desenvolvidas na escola. Além disso, os jornais produzidos têm a vantagem de mostrar o ponto de vista dos jovens sobre vários assuntos e isso ser visto pela comunidade, uma vez que a tiragem de cada escola é suficiente para que haja uma distribuição no entorno da escola. Cada jornal tem uma tiragem de 750 exemplares.

Os jornais Projovem estão dentro do escopo de um trabalho de educomunicação / letramento que é desenvolvido na escola ao apresentar aos jovens várias ferramentas comunicativas como jornal, fanzine, blogs, murais que os jovens passam a se apropriar, e através dos quais ampliam sua participação cidadã.

A ação específica de produção de jornais é desenvolvida em parceria com a ONG Comunicação e Cultura através do projeto Fala Escola. As demais ações são coordenadas pela própria equipe pedagógica do Projovem Urbano de Fortaleza.

Cada escola tem seu jornal e a periodicidade é trimestral. O Projovem Urbano de Fortaleza funciona atualmente em 60 escolas no município. Os jovens produzem as matérias e as imagens, escolhem as mais relevantes com a ajuda dos educadores e eles mesmos diagramam eletronicamente o jornal. Para isso, 60 jovens (um por escola) receberam uma capacitação em diagramação eletrônica.

A partir desse trabalho desenvolvido no âmbito da educomunicação, os jovens passam de simples receptores a produtores de comunicação e sua visão de mundo se amplia.

Na ocasião do lançamento, a sociedade fortalezense está sendo convidada para conhecer as novas produções comunicativas da cidade, que levam consigo a história do presente, narrada por jovens de todas as regiões de Fortaleza. Atividades educativas e um cerimonial estão previstas na programação.

Lançamento dos jornais do Projovem Urbano de Fortaleza
dia 11 de Dezembro de 2009 (sexta-feira), às 19h
no CUCA Che Guevara (Avenida Presidente Castelo Branco, 6417 – Barra do Ceará)

mais informações:
Eliane Ramos – Coordenadora Pedagógica do Projovem
(85)3105-1509 e 8838-7252
elianecoala@gmail.com

Publicado por: retalhosdocuca | 06/12/2009

Cuca será apresentado no Fórum de Mídia Livre em Vitória-ES

Atividades de formação na área de comunicação popular já estão em andamento no Cuca.

A experiência de formação em comunicação popular desenvolvida no Cuca Che Guevara será levada a Vitória- ES para o Fórum de Mídia Livre que começa hoje (04) e segue até o próximo domingo (06), na Universidade Federal do Espírito Santo. A jornalista Joana D’arc Dutra mostrará as ações do Núcleo de Comunicação Popular dentro do Grupo de Trabalho Formação para Mídia Livre.

O evento ocorre no hiato entre o período das conferências estaduais e a nacional de comunicação. E terá a participação de ativistas, artistas, intelectuais, profissionais de comunicação, gestores públicos, empreendedores, estudantes, que debaterão uma agenda comum para os realizadores de mídia independente no país.

Joana defende que as atividades de formação na área de jornalismo popular, fanzine, fotografia e sonoplastia para rádio, que já estão em andamento no Cuca, representam um avanço como política de comunicação para a cidade de Fortaleza que pode ser replicado no Brasil. “Mais de 100 jovens já passaram por nossas oficinas nestes dois primeiros meses de atividades. Nosso desafio, além de ampliar a formação para outras linguagens, é incentivar que estes jovens possam ser agentes de comunicação em suas comunidades, em seus grupos”. A jornalista acredita que, através de ferramentas de comunicação adequadas, estes jovens possam contribuir para a melhoria das condições de vida do seus entornos, além de ampliar suas compreensões de mundo e senso crítico em relação à realidade de uma sociedade completamente ambientada pela mídia.

O FML contará com desconferências temáticas, mesas de debate, oficinas de produção de mídia, transmissão ao vivo de palestras e oficinas pela internet, encontro nacional dos pontos de mídia (ligados ao Ministério da Cultura), encontro nacional de blogs políticos, colóquios de mídias sociais nas organizações e movimentos, lançamentos de livros, revistas e sites.

Programação completa do Fórum de Mídia Livre

Mais

Publicado por: retalhosdocuca | 15/11/2009

zines no Cuca Che Guevara

MANHÃ
quinze de outubro de 2009. em quinze minutos começará a primeira oficina de fanzine do cuca. estou com medo, é claro. mas, ao contrário do que me diz e me encanta elephant gun, minhas armas para deter o animal de grande porte não serão bélicas. mesmo com todas as armas de um mar inteiro, não darei conta, é fato. o animal de grande porte só será atingido se ele se deixar abater.

inserida nesse monte de salas sem paredes me questiono qual será o resultado. eu não sei, mas tenho um plano: esse terá de ser, seguramente, o melhor encontro do planeta. trago comigo algumas estratégias no bolso e tenho um oceano atlântico inteiro a me testemunhar, sublime, que não posso morrer na praia.

o convite é para nadar em mar aberto. estamos num navio, mas não somos marinheiros de primeira viagem. (mesmo as sensações todas sendo sempre como se fosse a primeira vez. e é.)

TARDE
é quase a hora de um outro encontro. não será apenas mais um encontro, repito. é outra coisa, dessa vez com mais experiência. na tentativa eterna de não repetir os mesmos percalços do outro. um monitor me comunica que já há alguns alunos em sala de aula. tudo está pronto. amarrei o cabelo e vou esquecer a dor de cabeça, porque lá fora o mar está agitado, mas um barquinho desliza suavemente no que chamo de existência.
(…)
quase cinco da tarde. há maresia por todas as praias que em mim habitam. nessa tarde, fomos quatro. todas interessadas em qualquer outra coisa que lhes trouxessem novidades. uma vinda do interior – a busca das oportunidades, a outra – calada e quieta, observando a movimentação e minha fala calma e tranqüila. a outra que quer ser atriz fazia cara de admiração e espanto a cada página lida do zine.

tudo era novo. a dor de cabeça apertou um pouco, mas a fala foi tranquila. falar das linguagens, do tempo, do que nos chega de forma nova e nos é recebido de muito bom grado. percepções que precisam se alocar em nós.

vistas afetuosas e sempre um mundo de descobertas. propostas interventivas e uma pergunta, quase no finalzinho do encontro, ‘para quê a gente vai fazer isso mesmo?” e a outra logo responde: ‘por que agora chegou a nossa vez da gente falar das coisas que a gente quer!’. bingo.

preciso repensar em uma metodologia para quando a turma for em um número reduzido. preciso desacelerar as coisas e deixar que tudo faça sentido de uma forma mais lógica. pensei em elaborar um manual ilustrativo, lúdico e didático sobre zines.

Publicado por: retalhosdocuca | 11/11/2009

Na oficina de fotografia…

As primeiras imagens dos alunos da Oficina de Fotografia Leia Mais…

Publicado por: retalhosdocuca | 09/11/2009

Como fazer um jornal do seu bairro?

Hoje, 07 de outubro de 2009, foi o primeiro dia de aula no Cuca.
Ainda testo metodologias, tento ouvir mais do que falar, e isso é difícil pra mim.
Dez meninas e dois meninos vieram. A maioria queria outros cursos e foi parar na Comunicação Popular (Como fazer um jornal do seu bairro?) sem saber por que…então pensei…é preciso seduzi-los para que voltem.
Começamos uma apresentação sem pressa. De suas vidas, do que gostam. Tímidos, foram se permitindo à fala. Aparentememente desacostumados em ouvir o outro, em dizer-se ao outro.
À medida em que eu ia perguntando, provocando o diálogo, provocando pequenas reflexões sobre o papel dos meios de comunicação… vinham os olhares curiosos, os sorrisos de canto de boca, um sussurro: “ah tô entendendo!”.
Terminamos nossa conversa inicial com um exercício onde eles respondiam para que serve um jornal no meu bairro? e sugeriam três notícias que eles publicariam se pudessem escolher os assuntos do jornal. Daí veio o conceito de pauta, nossa primeira reunião de pauta, divisão de matérias e ida a campo.
Ufa! também não acredito que chegamos aqui em duas horas. Quando terminei tinha um choro engasgado. Nem sei exatamente o porquê, era coisa bem sensorial, como diria Anna K.
De repente, duas meninas entram correndo na secretaria onde eu acessava a net: “professora, fizemos uma entrevista e gravamos. Puxaram o celular: “Vem ouvir!”
Uma nova pauta tinha sido inventada: a acessibilidade no Cuca. Isso porque estamos recebendo o Campeonato Nacional de Basquete em Cadeiras de Rodas – 3ª divisão.
Elas entenderam o que é notícia e eu entendi a vontade de chorar.
Foi assim.
(…)
Aula à tarde: outra gente, outros olhares e mais desafios. Mais tímidos, mais nervosos até, e menos interessados no tema, no começo. Mas aí fomos eu e eles cedendo, perguntando, rindo. E conseguimos avançar do mesmo jeito. Eis que um magrinho de voz pouca se apresenta:

– Eu sou o Paulo.
– Qtos anos?
– 13
Todo mundo: trezeeeee e pode?
Eu: gente o equipamento é para jovens de 15 a 29 anos, mas Paulo, já que voc está aqui, seja bem vindo e sigamos. Quem vai fazer o quê?

Saíram pautas ótimas. Menos o Paulo que não quis falar, disse que traria o texto pronto.

Termina a aula, lá vem o Paulo:
– Professora, desculpa, estou nervoso, tremendo, por isso errei minha idade, tenho 16 anos.
– Ah tá (pegando em sua mão gelada) não se preocupe, fale só quando quiser.
– Quero fazer um texto sobre umas famílias que terão que sair do Pirambu porque vão abrir uma rua lá.
– E o povo tá gostando?
– Tá não. Eu não tô!
– E tu também vai ter que se mudar?!
– Sim, eu, minha vó e 10 pessoas que moram comigo.
…..
Sensacional.
Tô esperando o texto dele pra sexta.

Publicado por: retalhosdocuca | 09/11/2009

primeiro post

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aqui será espaço de construção coletiva. sempre.
aqui serão lançadas as pedrinhas no rio que corre sempre ao encontro do mar:

reverbera.

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