Como acontece uma oficina de fanzine?! Bem, é sempre bonito e necessário conhecer as pessoas. Porque estamos ali e o que queremos dali. Para isso uma conversa descontraída a fim de quebrar o gelo ou uma dinâmica inicial, de preferência que não sejam dessas chatas. Outra coisa muito importante é apresentar o zine, dizer o que é mesmo, deixar que eles conheçam de verdade modelos e formatos. Para isso, temos o ‘Zine Auto Falante’, que é metalinguístico e todo mundo adora. Temos também minha coleção particular disponibilizada. A partir daí a gente já fala um monte de coisas, que zine não deve ser somente associado a desenhos, que não impede se a pessoa não sabe escrever direito, que não impede nem mesmo o fato da pessoa não saber ler. Fala-se um pouco da história do fanzine no mundo e de como ele acontece aqui em Fortaleza. A gente fala dos encontros mensais que aconteceram durante quatro anos na cidade e das muitas relações e desdobramentos que os editores/produtores dos zines tiveram. A troca de correspondência é outra coisa muito grandiosa que deverá ser abordada. Auxilia nos destravamentos para com a língua escrita e ainda dá funcionalidade ao texto. Há momento de apresentação dos vários formatos de zines e como eles atingem públicos específicos. Há momentos de muita prática onde são confeccionados zines coletivos e/ou individuais. São encontros de muita conversa sempre, onde discutimos sobre língua portuguesa, sobre cultura, sobre a cidade, sobre as pessoas, sobre o viver, enfim.
